Modernismo movimento cultural: uma conversa | Parte 3

O blog da BVPS encerra hoje uma série de três publicações sobre o livro O modernismo como movimento cultural. Mário de Andrade, um aprendizado, de André Botelho (UFRJ e presidente da Anpocs) e Maurício Hoelz (UFRRJ), que está sendo lançado este mês pela Editora Vozes. Resultado de mais de uma década de pesquisas dos autores, na obra as relações entre modernismo e democracia são revistas. Mário de Andrade emerge como um autor muito mais complexo, que fez parte do seu tempo, mas também lutou contra ele, contra a sociedade desigual, elitista e eurocêntrica que persiste ainda hoje no Brasil. Para ler o resumo e o sumário do livro, basta clicar aqui.

Nesse finale, trazemos um ensaio visual da artista Joana Lavôr, que assina a arte da capa do livro. As imagens são acompanhadas de um pequeno texto de reflexão sobre a técnica, as escolhas e a poética que moveram o seu trabalho, em diálogo com as questões e a atuação do próprio Mário de Andrade. Se ainda não tiver visto, não deixe de conferir os outros posts da conversa: o primeiro, publicado segunda-feira, apresentou o posfácio escrito por Andre Bittencourt (UFRJ e editor do blog da BVPS), e pode ser lido aqui. O segundo, publicado quarta-feira, é uma resenha assinada por Carmen Felgueiras, professora de sociologia da UFF, que destaca o uso da noção de “movimento cultural” na obra, além de colocá-la em diálogo com outras leituras sobre Mário de Andrade e o modernismo.

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Boa leitura!

A capa começa matérica com aquarela e tinta óleo, como a vida vivida com religiosidade e os observatórios apaixonados de Mário. Há o vazamento gradual da cor. A imagem começa na citação à ilustração de Anita Malfatti, “Mário na Paulicéia”. O azul oleoso leva os olhos para a contracapa pela pauta feita com óleo e cera, contínua, mas fraturada. Nela, há elementos em óleo e carvão feitos com fotografias tiradas por Mário no Pará e Maranhão. A intensidade rítmica do óleo vai vazando, caminhando com o carvão até chegar em desenhos em nanquim preto. Dentro, a história de amor resolve o projeto inacabado, a fratura na pauta.

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