Minas mundo: o cosmopolitismo na cultura brasileira

No post de hoje, o blog da BVPS inaugura a coluna minas mundo. A nova seção leva o mesmo nome do projeto que o post apresenta e é fruto da parceria entre essa rede de pesquisadores e a Biblioteca Virtual do Pensamento Social (BVPS).

“Minas mundo: o cosmopolitismo na cultura brasileira” é uma rede de cooperação em expansão de cerca de cinquenta pesquisadoras e pesquisadores de diferentes instituições, áreas de formação e atuação acadêmica nucleada em cinco universidades: a UFRJ, a UFMG, a Universidade Princeton, a Unicamp e a UFRRJ. Seu lançamento, com diversas atividades e publicações online, acontece no próximo sábado, dia 31 de outubro.

Constituída tendo em vista as comemorações do centenário da Semana de Arte Moderna em 2022, a rede propõe uma revisão dos sentidos do modernismo e dos seus legados na cultura brasileira. No sábado, além do lançamento do portal que servirá de plataforma virtual do projeto, haverá uma conversa musical com José Miguel Wisnik e Pedro Meira Monteiro e o lançamento de um video-manifesto, produzido pelo diretor Fábio Seixo especialmente para a iniciativa. No canal do YouTube da circus produções já é possível definir um lembrete para a transmissão da conversa, que acontecerá simultaneamente lá e em projetominasmundo.com.br. Além disso, vale seguir o perfil da rede no instagram onde são publicadas novidades, perfis dos colaboradores, dicas de leitura e outras informações. Hoje, o manifesto do projeto foi divulgado no site e nas redes do Suplemento Pernambuco.

O portal será o principal espaço de interação e comunicação pública do projeto em tempos de pandemia, e contará inicialmente com as seções [Maquin]ações, Memória, Torresmos, Pessoas e Atlas, brevemente apresentadas a seguir:

[Maquin]ações será o espaço de apresentação das ações de pesquisadoras e pesquisadores, individual ou coletivamente, para o projeto em variadas formas, propostas e produtos. As primeiras [maquin]ações a serem publicadas, antes do lançamento, foram o registro de pesquisa “Minas mundo: hermenêutica de uma subjetividade individual”, do coordenador André Botelho, e a vídeo-montagem “Contagem de mundos: o singular cosmopolita cinema mineiro“, feita pelo antropólogo Marco Antônio Gonçalves (PPGSA/UFRJ). O primeiro é um registro publicado na Revista Sociologia & Antropologia (v. 10 n. 2) que descreve um dos pontos de partida conceituais do minas mundo: uma leitura do memorialismo mineiro como escrita de si e elemento de uma subjetividade cosmopolita que codifica e interpreta movimentos mais gerais da sociedade brasileira; o segundo, uma montagem a partir de trechos dos filmes em torno da cena de cinema de Contagem – MG: Affonso Uchôa + Filmes de Plástico. A próxima [maquin]ação, proposta pelo grupo de trabalho “Textura minas mundo“, é uma textura sonora feita a partir da leitura de “Viagem na família”, de Carlos Drummond de Andrade, sobreposta à vocalização da versão de Elizabeth Bishop do mesmo poema em inglês, nas vozes de Pedro Meira Monteiro e Flora Thomson-DeVeaux, com montagem de Sérgio Bairon e produção de vídeo de Glória Afflalo;

Memória terá como capa a colagem “Memórias, solidão, sexo”, de Pedro Nava, parte da pasta de pesquisa do livro Baú de ossos, feita pelo escritor mineiro como um método de montagem e recuperação do passado no seu processo de escrita. Esta seção terá como primeiro conteúdo o dossiê “Silviano 8 ½”, que tem como texto principal um depoimento do escritor e ensaísta Silviano Santiago editado por Maurício Hoelz e Lucas van Hombeeck. A fala, feita em 2016, compreende sua formação e relação com a Revista de Cinema e o cineclube do CEC (Centro de Estudos Cinematográficos), dando conta do que, nas palavras de Santiago, foi a primeira geração literária formada pelo cinema no Brasil. Além disso, o conjunto contará com depoimento de Guy de Almeida em conversa com Marcelo Miranda e com o texto Salaud Mauricet, também de Silviano Santiago, sobre sua amizade com João Maurício Gomes Leite, todos em torno da mesma geração de críticos, escritores e artistas mineiros;

Torresmos será a seção de compartilhamento de dicas de leituras, filmes, música, todo tipo de produto cultural de afinidade com o projeto, às vezes feitos pelos colaboradores da rede em outros ambientes, às vezes simplesmente como forma de propor a discussão em torno desses objetos;

Pessoas trará os perfis com breve descrição biográfica, retrato e proposta de pesquisa dos/as membros/as da rede em expansão;

Atlas será um espaço de interação visual para a construção coletiva de um repertório imagético das múltiplas conexões minas-mundo a partir das vivências e perguntas das/dos pesquisadoras/es da rede. Livremente inspirada no notável e inconcluso projeto do Atlas de Imagens Mnemosine (Bilderatlas Mnemosyne) de Aby Warburg, que pretendia estabelecer “cadeias de transporte de imagens”, linhas de transmissão de características visuais através dos tempos, carregando consigo o pathos, emoções básicas engendradas no nascimento da civilização ocidental.

Por fim, além da abertura deste espaço, também acoplado ao portal e que trará textos e contribuições ensaiando ideias, parcerias e momentos de automonitoramento reflexivo do projeto, encerramos a apresentação com o teaser abaixo e o convite para o nosso dia D (– também – de Drummond), no próximo sábado, amanhã, 31 de outubro.

A imagem que ilustra o post é

logo do projeto minas mundo, pela artista residente Joana Lavôr

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